sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oração para Perdoar a Si Mesmo


O meu eu espiritual perdoa e ama o meu eu carnal.
O meu eu carnal ama e agradece o meu eu espiritual
Obrigado... Obrigado... Obrigado...
O meu eu espiritual ama, abençoa, orienta e proteje o meu eu carnal.
O meu eu carnal reverencia, ama e agradece o meu eu espiritual.
Obrigado... Obrigado... Obrigado...
Tudo agora se equilibra dentro do amor, da sabedoria, da vida, da alegria, da harmonia e das dádivas infinitas de Deus.
Manifesta-se em mim o Mundo da Imagem Verdadeira, da vida, perfeição e harmonia.
Obrigado... Obrigado... Obrigado...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

lamparina

“Não há maior sofrimento do que recordar a felicidade em tempos de miséria.”

 
 
 
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ai, palavras...

"Ria e o mundo rirá com você. Chore e você chorará sozinho".



Sobre as tais palavras...

"Ai, palavras, ai palavras,
que estranha potência, a vossa!
Todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois audácia,
calúnia, fúria, derrota…"


Cecília Meireles

terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Urgência de sonhos

tenho em mim alguns ásperos medos
e, como um prelúdio de Chopin,
a tristeza me toca com intimidade...

algumas pessoas têm a sorte tranquila
poder, dinheiro, status
outras, a razão, equilíbrio
eu, a loucura

minha fala é de ugência;
o seu fuso-horário é o silêncio

assim como o riso te traz até mim
atravessando oceanos
rios
terra

eu, em sonhos, te invoco à realidade.







quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

como veneno mortal

Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio.
Shakespeare

domingo, 19 de janeiro de 2014

prelúdio~




Oh there is blessing in this gentle breeze,
          A visitant that while it fans my cheek
          Doth seem half-conscious of the joy it brings
          From the green fields, and from yon azure sky.
          Whate'er its mission, the soft breeze can come
          To none more grateful than to me; escaped
          From the vast city, where I long had pined
          A discontented sojourner.




William Wordsworth, 1795.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Beauvoir

Não se nasce mulher: torna-se.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O olho do homem serve de fotografia ao invisível, como o ouvido serve de eco ao silêncio.


 Machado de Assis

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

you

"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam." (Clarice Lispector)

sábado, 7 de setembro de 2013

Lady in Red

"Caía a tarde feito um viaduto, e um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos... A lua tal qual a dona do bordel pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel. E nuvens! Lá no mata-borrão do céu chupavam manchas torturadas, que sufoco! Louco! O bêbado com chapéu-coco fazia irreverências mil prá noite do Brasil. Meu Brasil!"...
Teria sido normal se não fosse 7 de Setembro. Me vesti de vermelho e saí para ver o movimento. As pessoas me olhavam de soslaio. Clima de instabilidade, frio, é feriado. Sábado de manhã. O desfile foi barrado: as escolas não sairam, o soldado volta do quartel com ar de missão cumprida e tinta no rosto. Solenidade para poucos. Meia dúzia de participantes do movimento popular fazia barulho. O bêbado, com cabo de vassoura na mão, fazia malabarismos e marchava. Eu estava lá, de vermelho paixão, vermelho fogo-comunista, vermelho coração. Saí "dalí". Vento frio, eu pensava na Jasmin. Nasceu ontem, rosadinha e brava, chegou com tudo! Chora forte, grita, não se cala, não. O brasileiro não é verde-amarelo, o brasileiro está de luto, de luta, triste. Sacode a poeira, reflete, questiona. Querem nos limitar, quem não sabe disso? Quais são as nossas armas? Na rádio o rei canta "Detalhes", e Chico... só ele nos salva com seu tom de voz melancólico: "Ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta agora como hei de partir..." Eu voltei pra casa sozinha. E pensava: "teria sido normal se fosse em um outro dia." Mas era 7 de Setembro e eu vestia vermelho. E o Sol não apareceu.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Se fosse fácil não seria azul

A menina, na primeira fila, resmungou. Lembrei do Zé Buscapé. "Diacho de mulher..." Ei! Você! Se coloque no meu lugar! Noutros tempos eu diria: "Olhe pra você!!!" Deixe as armas pra lá, eu quero só seguir a canção... Braços dados ou não, somos todas iguais. Eu li, uma vez, supostamente do Glauber: "Na Revolução é fundamental a luta contra a morte dos amigos e dos inimigos". Nostalgia na veia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ela afundou o corpo nele o mais que pôde, como se assim pudesse aprisionar um instante, como se assim pudesse aprisionar o amor. E ele, querendo as respostas que a vida não lhe entrega e que só uma mulher é capaz de abrigar dentro de si, puxou os seus quadris com a ânsia de escorregar para dentro dela e ali ficar. Só uma fêmea é capaz de dividir-se assim ao meio: a metade de baixo a sobrepor-se forte, desfalecendo as resistências do macho e a de cima a ampará-lo doce, beijando e acarinhando os medos de um filhote... Rita Apoena

sábado, 3 de novembro de 2012

A Máscara Do Mal

Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa/ Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado./ Compreensivo observo/ As veias dilatadas da fronte, indicando/ Como é cansativo ser mal!
Bertolt Brecht

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Flor do Rei...

Salve o Cerrado...
"De como, no prazo duma hora só, careci de ir me vendo escorando rifle e alvejando, em quentes, em beira de mato e campo, em virada de espigão, descendo e subindo ramal de ladeirinhas pequenas, e atrás de cerca, debaixo de cocho, trepado em jatobá e pequizeiro, deitado no azul duma laje grande, e rolando no bagaço doce de cana, e rebentando por dentro de uma casa."
(João Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas, 1956)
Foto: © Michel Becheleni - Instituto Biotrópicos Flor do Pequizeiro, o Rei do Cerrado, Parque Estadual Veredas do Peruaçu
"o dinheiro não vai pagar..."